





Em 1924, Rudolf Steiner, um eminente pensador austríaco, proferiu uma série de conferências sobre agricultura, a pedido de um grupo de agricultores europeus que vinham observando a contínua perda do poder de germinação de suas sementes, a queda de produtividade de suas lavouras e a diminuição da qualidade de seus produtos.
Steiner constatou que os sistemas produtivos então adotados, já bastante artificializados e baseados na reposição de nutrientes através da adição de fertilizantes solúveis para o solo, afastavam as plantas de suas condições naturais, levando-as a uma progressiva perda de vitalidade.
Segundo ele, as plantas são seres que se manifestam entre a terra e o cosmos, sob a ação das forças formativas do universo. Assim, uma fazenda é, de fato, um organismo vivo, cuja saúde depende da integração total de suas atividades produtivas, regida pela inteligência e intuição deste organismo, personificada pelo agricultor.
As conferências, então, explicaram quais são estas forças formativas do universo e descreveram as ferramentas práticas para que o agricultor produzisse em harmonia com as mesmas, restabelecendo a vitalidade original do ambiente e dos produtos agrícolas.
De acordo com Steiner, os alimentos produzidos utilizando métodos biodinâmicos, fornecem mais do que melhor qualidade nutricional, cor, aroma e sabor. Aqueles que obtêm a sua alimentação a partir de tais alimentos também se beneficiam de sua vitalidade.