ANDORINHA-DO-CAMPO
Nome Popular: Andorinha-do-campo
Espécie: Progne tapera
Família: Hirundinidae
Caracterização: Tem 17,5 centímetros. É uma espécie grande, cor de fuligem, garganta e abdômen brancos, e a parte inferior da cauda, também é branca. Somente os jovens possuem penas azuis.
Distribuição e migrações: Ocorre na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. A espécie reproduz-se na Amazônia e nidifica no Sul nos meses mais quentes.
Habitat: Habita o campo e a paisagem aberta de cultura.
Hábitos: Tenta voar contra o vento. O casal costuma dormir junto no ninho (o que não é comum em aves). Pousa sobre fios elétricos. Torna-se inquieta ao amanhecer e ao anoitecer. Aumenta seu piar e grinfar até ocupar o lugar de dormir.
Alimentação: As aves dessa espécie são rigorosamente entomófagas, sendo um dos maiores consumidores de plâncton aéreo, comem cupins, formigas, moscas e até abelhas.
Reprodução: Para procriar usa vários tipos de ocos, e é extensamente dependente do ninho do João-de-barro (Furnarius rufus), onde prepara uma tigela macia, utilizando esterco.
Manifestações Sonoras: Sua voz é rouca e metálica "tschri", e seu canto é mais melodioso "djü-il-djü", "dchri-dchri-dchrruid". Dispõe, no sul do país, de notável canto de madrugada, executado em vôo.
Na área da UFRA: Esta espécie de ave possui uma ampla distribuição espacial. Foi identificada nos canaviais orgânicos, nas matas exóticas, nas várzeas com herbáceas, nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas, nas matas nativas, nas valetas de drenagem e nas matas em regeneração espontânea. Considerada médiamente freqüente, pois seu registro total de ocorrência foi de 25 vezes.
Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 613, 1986.
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Andorinha-de-sobre-branco