BACURAU-TESOURA
Nome Popular: Bacurau-tesoura
Espécie: Hydropsalis torquata
Família: Caprimulgidae
Caracterização: O macho adulto desta espécie de ave possui em média 40cm, a cauda tomando mais de 2/3 do total. A fêmea possui 27,5cm. Aves noturnas, encontradas sobretudo em regiões quentes. O bico é cercado de cerdas. Os olhos são grandes, móveis, dispostos lateralmente e tão altos que permitem um campo visual deslocado para cima e até um pouco para trás. Possuem sinais brancos na asa e/ou na cauda e também uma mancha gular a qual tem a forma de V, cujo ângulo aponta para a frente.
Distribuição: Ocorre do sul do Amazonas até Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, inclusive todo o leste e sul do Brasil.
Habitat: Vive na orla da mata, cerrado, campo sujo, parques e no solo. No estado do Rio de Janeiro revela certa tendência de adaptar-se à permanência na cidade.
Hábitos: No crepúsculo e na madrugada, pousa regularmente sobre os telhados para cantar, onde também caça, partindo e retornando ao telhado. Pousa, às vezes, transversalmente. No seu pouso diurno, não dorme, apenas "cochila". Enxerga bem tanto de dia quanto de noite. Quando inquieto, movimenta o corpo lateralmente ou levanta e abaixa a cabeça.
Alimentação: Sua dieta consiste de insetos, como formigas aladas. A caçada principal é restrita ao crepúsculo ou às noites de luar e é baseada na percepção visual.
Reprodução: Os bacuraus não fazem ninhos. Põem diretamente sobre a terra, areia ou pedras. Põem em geral dois ovos. O casal se reveza. A incubação é de 18 19 dias. Os pais cevam a prole regurgitando um bolo de insetos. O filhote recebe a comida introduzindo a cabeça no bico dos pais. Com poucos dias os filhotes se tornam ágeis.
Manifestações Sonoras: Voz finíssima: "tzig" parecendo a voz de um grilo ou morcego. O canto é uma seqüência prolongada de "zip...", um pio por segundo, às vezes minutos a fio. Produz vários tipos de ruídos com as asas: uma batida surda em vôo ou quando pousa, um rufo ("bo, bo, bo, bo..."). Após pousar no solo, o macho produz às vezes um abafado "bo, bo, bo, bo, bo", possivelmente por bater as asas contra o chão.
Na área da UFRA: Esta espécie de ave apresentou uma restrita distribuição espacial, sendo encontrada apenas nos canaviais orgânicos, pois passa o dia descansando no solo e camufla-se na cultura da cana-de-açúcar, graças a sua plumagem altamente mimética com a palha. Este habitat reúne todas as condições ecológicas necessárias à manutenção desta espécie, oferecendo abrigo, local para nidificação e alimentação farta. É considerada rara dentro destas áreas, pois seu registro de ocorrência foi de apenas 2 vezes.
Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
Pica-pauzinho-verde-carijó
Urubu-comum ou Urubu-de-cabeça-preta
Bem-te-vizinho-penacho-vermelho
Figuinha-de-rabo-castanho