BEIJA-FLOR-DE-PEITO-AZUL
Nome Popular: Beija-flor-de-peito-azul
Espécie: Amazilia lactea
Família: Trochilidae
Caracterização: Tem cerca de 9,5 centímetros e 4,2 gramas. Sua garganta, peito e região lateral do pescoço têm cor azul-violeta. A barriga é verde-azulada com uma faixa mediana branca indo até as infracaudais. Tem uma pequena mancha branca acima do olho e o seu bico tem a maxila negra e a mandíbula vermelha, com a ponta negra. A única diferença entre a fêmea e o macho, é que ela tem uma coloração mais pálida e com menos brilho.
Distribuição: Pode ser encontrada nos Andes venezuelanos e bolivianos, e no Brasil do Amazonas à Bahia e Minas Gerais.
Habitat: Vive na mata, capoeira, regiões montanhosas, jardins, pomares e até em áreas urbanas.
Hábitos: Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido, ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca freqüentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.
Alimentação: A base de sua alimentação é o néctar.
Reprodução: Costuma construir seu ninho num ramo horizontal a uma altura de 2 metros do solo.
Manifestações Sonoras: Tem voz aguda, às vezes, a vocalização é quase inaudível para nós. Possui vozes diferentes para expressar ataque, arma, etc., freqüentemente entonadas em vôo.
Curiosidades: Os beija-flores estão entre as pouquíssimas aves que possuem a capacidade de hibernar.
Na área da UFRA: Esta espécie de beija-flor apresentou uma baixa freqüência de ocorrência, pois foi encontrado apenas 9 vezes. O habitat de maior ocorrência desta ave foi o de matas nativas restauradas. Foi encontrado também nas matas exóticas, nas várzeas com herbáceas, nas matas nativas e nas valetas de drenagem.
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, M. A. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para Preservação das Aves, p. 94, 1997.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 380, 1986.
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