BESOURINHO-DE-BICO-VERMELHO
Nome Popular: Besourinho-de-bico-vermelho
Espécie: Chlorostilbon lucidus
Família: Trochilidae
Caracterização: Esse beija-flor tem 8,5 centímetros e pesa 3,5 gramas. Como seu nome já diz, seu bico é vermelho com a ponta negra. Sua plumagem verde-brilhante abrange as partes dorsal e ventral, apresentando um brilho dourado mais intenso na fronte e mais azulado na garganta. As penas da cauda são azuis. A fêmea distingue-se por uma linha curva branca atrás dos olhos e pela ponta da cauda esbranquiçada.
Distribuição: Pode ser encontrado no Nordeste e, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul.
Habitat: Vive em jardins e quintais floridos, capoeiras ralas, áreas abertas e matas de candeias floridas.
Hábitos: Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Tem necessidade de tanta limpeza devido, ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca freqüentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.
Alimentação: Alimenta-se quase que exclusivamente em vôo e é adaptado para sugar o néctar das flores. Também come insetos e aranhas.
Reprodução: Pode nidificar em diversos locais: nas raízes pendentes dos barrancos das estradas; nos ramos de pequenos arbustos; nos pés de café ou rente a uma folha. A parte externa das paredes do ninho são ornamentadas com líquens, fragmentos de folhas e ramos, que às vezes se prolongam pela parte inferior do ninho, tornando-o camuflado com o ambiente.
Manifestações Sonoras: Tem voz aguda, às vezes, a vocalização é quase inaudível para nós. Possui vozes diferentes para expressar ataque, arma, etc., freqüentemente entonadas em vôo.
Curiosidades: Os beija-flores estão entre as pouquíssimas aves que possuem a capacidade de hibernar.
Na área da UFRA: Esta espécie de ave é considerada pouco freqüente nos levantamentos realizados, pois foi encontrada apenas 11 vezes. Apresentou uma média distribuição espacial, sendo encontrado nas matas exóticas, nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração e nas matas nativas.
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, M. A. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para Preservação das Aves, p. 91, 1997.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 378, 1986.
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