CAMBACICA
Nome Popular: Cambacica
Espécie: Coereba flaveola
Família: Emberezinae
Caracterização: Tem 11 centímetros. É facilmente identificada pelo seu tamanho diminuto, pela plumagem da sobrancelha branca margeada de negro, costas e cabeça cinzentada-escuras, garganta cinzenta clara, e pelo peito, ventre e uropígio amarelos.
Distribuição: É encontrada na América Tropical. Ocorre do México e das Guianas à Argentina.
Habitat: Vive em todos os tipos de mata secundária.
Hábitos: Está sempre em atividade quando procura alimento, ficando freqüentemente de cabeça ou costas para baixo, agarrando-se firmemente com as unhas afiadas. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. É muito briguenta chegando mesmo a cair engalfinhada no solo, onde continua a sua luta. Toma banho muitas vezes; bebe nas imbricações de folhas, limpa o bico passando-o de lado num galho. Formica-se.
Alimentação: Alimenta-se principalmente com néctar das flores.
Reprodução: O ninho dessa espécie pode ser de dois tipos, o primeiro é utilizado para a cria, e o segundo para descanso e pernoite. 1º - Relativamente alto e bem acabado, de paredes espessas e acesso pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto por longo alpendre que se aproxima da base do ninho e veda completamente a entrada. 2º - Ninho menor, de construção frouxa, com entrada larga e baixa. Os ovos são brancos, ligeiramente rosados e com marcas marrom. A fêmea é quem cuida dos filhotes, que saem do ninho após 17/19 dias.
Manifestações Sonoras: Emite um canto sibilado forte apressado: "tzi, tzi-ziá, ziá, ziá-tzi, tzi", possui uma voz fina "tzri" e os filhotes emitem um chilro contínuo, "psi".
Curiosidades: É capaz de perfurar as flores, perto de suas bases, a fim de extrair o fluído doce, quando a flor é profunda demais para que possa penetrar na mesma. Alguns indivíduos dessa espécie, quando encontram bebedouros destinados aos beija-flores, aprendem a ficar parados no ar, batendo asas, enquanto se alimentam.
Na área da UFRA: Esta espécie de ave apresenta uma ampla distribuição espacial. Foi encontrada nas matas exóticas, nas várzeas com herbáceas, nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração e nas matas nativas. É considerada pouco freqüente, pois foi encontrada apenas 8 vezes.
Referências Bibliográficas:
DUNNING, J. S.; BELTON, W. Aves Silvestres do Rio Grande do Sul. 3ed, Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, p. 131, 1993.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 675, 1986.
Buraqueira ou Coruja-do-campo
Bem-te-vi-do-gado, Bem-te-vi-cavaleiro ou Suiriri-cavaleiro
Besourinho-de-bico-vermelho
Figuinha-de-rabo-castanho