COLEIRINHO
Nome Popular: Coleirinho
Espécie: Sporophila caerulescens
Família: Emberizidae
Caracterização: Tem 11 centímetros. Sua plumagem é basicamente cinzenta-olivácea, com ventre esbranquiçado, mas há uma margem branca na garganta negra e uma listra preta atravessada no peito. A fêmea é marrom-olivácea em cima e mais claras em baixo, não possuindo marcas claramente distinguíveis.
Distribuição: Ocorre no Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul, e no exterior do Uruguai à Bolívia e Peru.
Habitat: Prefere locais úmidos e pantanosos, porém pode ser encontrado em jardins, ao longo de estradas e onde quer que existam arbustos e árvores baixas.
Hábitos: Locomove-se no solo pulando. Cata sementes no próprio colmo ou no solo. Para comer mais comodamente, verga uma haste de capim até o chão após tê-la colhido em pleno vôo. Gosta de esfregar os lados da cabeça acima dos olhos, mantendo os mesmos fechados. Dorme em capinzais altos, taboais e canaviais onde afunda, vergando os colmos ao pousar juntinho sobre o caule. Aprende em cativeiro a puxar uma vasilha de água amarrada sob o poleiro.
Alimentação: Come sementes de gramíneas e outras plantas de campos abertos.
Reprodução: Durante a reprodução, vive estritamente em casal, sendo extremamente fiel a um território, que o macho defende energicamente. Ele costuma esticar o corpo verticalmente mostrando toda a sua altura e exibindo "detalhe" do seu pescoço e da barriga. O ninho tem formato de um tigela aberta e é um pouco ralo.
Manifestações Sonoras: Emite um gorjear rápido e fraco: "djüle, djüle, djüle, djüle-djí-djülo, djülo-tschrrr", sua voz consiste em: "tzri", "zlit", "zja".
Na área da UFRA: Esta ave é considerada freqüente, pois foi encontrada 58 vezes. Apresentou uma grande distribuição nestas áreas, estando presente nos canaviais orgânicos, nas matas exóticas, nas várzeas com herbáceas, nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração, nas matas nativas, nas valetas de drenagem, nas matas em regeneração espontânea e no campo em regeneração espontânea.
Referências Bibliográficas:
DUNNING, J. S.; BELTON, W. Aves Silvestres do Rio Grande do Sul. 3ed, Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, p. 148, 1993.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 720, 1986.
Buraqueira ou Coruja-do-campo
Andorinha-de-rabadilha-branca
Reloginho, Relógio ou Ferreirinho