INHAMBÚ-CHINTÃ
Nome Popular: Inhambú-chintã
Espécie: Crypturellus tataupa
Família: Tinamidae
Caracterização: Tem 24 centímetros. Seu bico é vermelho, com a ponta negra no macho. Tem tarsos arroxeados, píleo escuro, manto castanho-escuro e o desenho de seus flancos é bem contrastante. O macho é nitidamente menor do que a fêmea. É bem parecido com o seu familiar Inhambú-chororó (Crypturellus parvirostris).
Distribuição: Ocorre no Nordeste, Leste, Sul e Centro-oeste do Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Habitat: Habita a mata secundária qualquer, capoeirões secos, caatinga e canaviais.
Hábitos: Quando desconfiado, imobiliza-se mantendo a parte posterior do corpo levantada ou deita-se. Se assustado por um tiro, fingi-se de morto. Não esgravata o solo com os pés quando procura comida, mas tal movimento é executado pela fêmea convidando o macho para galar. Alça vôo apenas como último recurso, sendo o mesmo pesado e retilíneo. Gosta de tomar banho de poeira. Sob a chuva pesada adota uma posição ereta. Não usa os dedos para se segurar, nem em poleiros mais finos, equilibrando-se pelo peso do corpo.
Alimentação: Come bagas, frutas caídas, folhas, sementes duras e pequenos artrópodes.
Reprodução: Os ovos são de cor chocolate-claro rosáceo.
Manifestações Sonoras: Seu canto compõe-se por uma série, mais curta ou mais longa, e ásperas notas em escala decrescente "prrr prrr prrr prrr" ou "prrr prrr prrr prrr prrr prrr".
Na área da UFRA: Esta espécie de ave é médiamente freqüente, pois foi encontrada 31 vezes em todos os levantamentos realizados. Apresenta uma ampla distribuição entre os habitats, sendo encontrada em 9 dos 10 habitats. Estes foram os canaviais orgânicos, as matas exóticas, as várzeas com matas ciliares, as matas nativas restauradas, as matas mistas em regeneração, as matas nativas, as valetas de drenagem, as matas em regeneração espontânea e o campo em regeneração espontânea.
Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 144, 1986.
Socó-grande ou Garça-moura
Maria-branca ou Primavera
Bem-te-vi-do-gado, Bem-te-vi-cavaleiro ou Suiriri-cavaleiro
Maçarico-de-perna-amarela