MARTIM-PESCADOR-GRANDE
Nome Popular: Martim-pescador-grande
Espécie: Ceryle torquata
Família: Alcedinidae
Caracterização: Tem 42 centímetros, com peso variando entre 305 e 341 gramas. Inconfundível pelo porte avantajado, bico enorme (8 centímetros). Sua plumagem é azulada nas partes superiores, com coloração ferruginosa na barriga. Apresenta uma espécie de "colar" branco, bem visível. O macho tem o peito também ferrugíneo, mas na fêmea, o peito tem uma faixa escura e outra branca.
Distribuição e Habitat: Pode ser encontrado em zonas tropicais e subtropicais, indo da Terra do Fogo ao Alasca, próximo a água de açudes, lagoas, represas, córregos, manguezais e à beira mar.
Hábitos: Costuma pousar sobre troncos secos e pedras à beira d'água, em árvores altas, em fios e moirões. Vive a maior parte do tempo solitário.
Alimentação: Captura peixes com seu bico comprido e pontudo. Pousada em galhos finos, fica espreitando insetos que passam voando. Captura borboletas, vespas, formigas aladas, pequenos besouros, cigarras e libélulas.
Reprodução: A espécie nidifica em barrancos ou rochas. O casal se reveza na execução de longas galerias tortuosas, de um a dois metros de comprimento onde são postos de dois a quatro ovos, arredondados e de um branco puro, diretamente no substrato. O casal reveza-se a cada vinte e quatro horas. Em média os ovos eclodem em 22 dias. Os filhotes nascem nus e cegos e abandonam o ninho em 35 dias.
Manifestações Sonoras: Com voz penetrante, "kwát", repete seu grito em intervalos regulares, durante seus vôos, razão pela qual se pode bem calcular a sua chegada, "tchat-jat-jat".
Declínio da espécie: Os proprietários de pesqueiros não acham nada agradável a visita de martim-pescadores, mas é necessário o mínimo de sacrifício para evitar a destruição da espécie, pois o habitat natural da espécie, está desaparecendo com aterros de cursos d'água, pela poluição, além de serem presas saturadas de inseticidas.
Na área da UFRA: Esta espécie de ave esteve presente em 6 dos 10 habitats estudados. Estes foram, várzeas com herbáceas, várzeas com matas ciliares, matas nativas restauradas, matas nativas, valetas de drenagem e matas em regeneração espontânea. Considerada pouco freqüente, pois foi encontrada apenas 14 vezes.
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, M. A. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para Preservação das Aves, p. 96, 1997.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 391, 1986.
Pula-pula-de-barriga-branca
Benedito-de-testa-amarela
Andorinha-de-rabadilha-branca
Andorinha-azul-e-branca ou Andorinha-pequena-de-casa