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Entre mai 2006 et avril 2007, Native a effectue un bilan des émissions de gaz a effet de serre (GES) de la filière biologique de l'Usine de Sao Francisco (UFRA). Cette évaluation a été réalisée selon le protocole GHG - modèle international pour mesurer les émissions - en considérant les effets de la culture de la canne et la production de sucre et d'alcool a l'usine. Compte-tenu qu'une partie de cette production est destinée a l'exportation, l'énergie nécessaire pour le transport de ces marchandises vers leur destination finale (USA, Europe, Japon) a également été prise en compte.

Les quantités d'émissions trouvées pour UFRA sont plus basses que les niveaux moyens d'émissions de l'industrie de la canne a sucre, du fait de ses méthodes de production biologiques. Comparée a la production de sucre a partir de la betterave en Europe ou au Japon, ou encore a la production de sucre a partir de la betterave ou du mais aux Etats-Unis, les écarts sont encore plus nets, car ces méthodes de production fonctionnent a partir d'énergies fossiles alors que UFRA utilise de l'énergie a base de bagasse de canne a sucre.
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Aves

PICA-PAU-DO-CAMPO

Nome Popular: Pica-pau-do-campo
Espécie: Colaptes campestris
Família: Picidae



Caracterização: Mede 32 centímetros, espécie grande, terrícola, inconfundível pelo formato e colorido; lados da cabeça e do pescoço amarelos como o peito anterior. Manto e barriga barrados, baixo dorso branco e bem visível quando vôa.

Distribuição: Ocorre no nordeste do Brasil ao Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina; também nos campos do baixo Amazonas e no Suriname.

Habitat: Regiões campestres, alto das serras, acima da linha das florestas e nas caatingas.

Hábitos: Vive em pequenos bandos. Pula através da ramaria horizontalmente como uma gralha. Quando quer fugir procura árvores, estacas ou grandes pedras. Este pica-pau é o que mais se acostumou a vida no chão, gostando até de tomar banho de poeira.

Alimentação: Formigas e cupins. Procuram seu alimento principalmente no solo entre pedras e até sobre o piso de estrada; do alto de montículos, postes, árvores isoladas, cactáceas.

Reprodução: O casal faz cavidades no tronco das árvores, de preferência mortas e nuas, ou mesmo em postes e estacas semi-podrecidas e lá constrói seu ninho. A fêmea põe de 2 a 4 ovos que o casal choca por mais ou menos 13 dias. Os filhotes nascem nus e cegos e ficam no ninho por mais 5 semanas.

Manifestações Sonoras: Voz: bem variada, forte "kjück..." do timbre do maçarico Tringa melanoleuca; tremulante "wüüü...", "guik", "üü".

Predadores naturais: Devido a destruição da Mata Atlântica está invadindo grandes áreas da região Sudeste que antes eram cobertas por florestas.

Caça e declínio da espécie: A destruição da mata primária priva-os muito. O reflorestamento com eucaliptos e Pinus não favorece a existência dos pica-paus, o mesmo acontecendo com as capoeiras nativas, nas quais faltam árvores maiores e mais velhas, para a instalação de seus ninhos para nidificarem. Os pica-paus são bastante sensíveis aos inseticidas. A existência de pica-paus pode até servir como indicador de que a respectiva biocenose (associação dos seres vivos em certa área, especialmente a alimentar) continua intacta.

Utilização: Muitas aves não conseguem cavar tocas e/ou buracos, aproveitando-se assim das moradias dos pica-paus. Os grandes benificiados são: periquitos, araçaris etc; pequenos mamíferos como os sagüis , mico-leões; répteis e anfíbios. São muito úteis ao homem, pois destroem grande quantidade de insetos e suas larvas que são nocivas à madeira.

Na área da UFRA: O pica-pau-do-campo foi uma espécie freqüente nos levantamentos realizados, pois foi encontrado 45 vezes. Sua distribuição espacial foi ampla, estando presente nas matas exóticas, nas várzeas com herbáceas, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração, nas matas nativas, nas valetas de drenagem, nas matas em regeneração espontânea e no campo em regeneração espontânea.

Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 424, 1986.
Caminheiro-zumbidor
Pica-pau-branco
Saíra-amarelo
Pica-pauzinho-verde-carijó
Caneleiro-preto
Caboclinho
Caneleiro-de-chapéu-preto
Maritaca-verde
Fogo-apagou
Bem-te-vizinho-asa-ferrugínea
Pomba ou Pomba-doméstica
Quero-quero
Chorozinho-de-chapéu-preto
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