QUERO-QUERO
Nome Popular: Quero-quero
Espécie: Vanellus chilensis
Família: Charadriidae
Caracterização: Tem 37 centímetros e pesa cerca de 277 gramas. Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 centímetros de comprimento no encontro das asas; uma faixa preta do pescoço ao peito; umas penas longas na região posterior da cabeça; um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. Sua fris e pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o vôo.
Distribuição: Ocorre da América Central até a Terra do Fogo e em todo o Brasil.
Habitat: Vive em banhados e pastagens, é visto em estradas, freqüentemente longe d'água.
Hábitos: Adota, às vezes, tática de pescar semelhante à de certas garças, espantando larvas de insetos e peixinhos ocultos na lama mexendo rapidamente o pé. Quando os adultos são espantados no ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo. O macho, torna-se agressivo até mesmo a um homem.
Alimentação: Alimenta-se de insetos, pequenos crustáceos, moluscos e outros artrópodes que encontram-se na terra.
Reprodução: Ocorre na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos. Nidifica em uma cavidade esgravatada no solo. Os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente, sendo manchados, confundindo-se perfeitamente com o solo. Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.
Manifestações Sonoras: Seu canto é: "tero-tero". Esse som é emitido dia e noite.
Curiosidades: É muito estimado pelos fazendeiros, por ser o "vigia" das fazendas, serve como sentinela dos lugares onde habita, alertando para qualquer alteração na sua área. Qualquer barulho ou intruso é logo denunciado pela gritaria. É uma ave muito popular no Brasil.
Na área da UFRA: Esta é uma espécie de ave freqüente, pois foi visualizada 76 vezes. Apresenta também uma ampla distribuição espacial, sendo encontrada em todos os habitats estudados. Estes são, os canaviais orgânicos, as matas exóticas, as várzeas com herbáceas, várzeas com matas ciliares matas nativas restauradas, matas mistas em regeneração, matas nativas, valetas de drenagem, matas em regeneração espontânea e campo em regeneração espontânea.
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, M. A. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para Preservação das Aves, p. 64, 1997.
DUNNING, J. S.; BELTON, W. Aves Silvestres do Rio Grande do Sul. 3ed, Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, p. 43, 1993.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 264, 1986.
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Maria-branca ou Primavera
Bem-te-vi ou Bem-te-vi-de-coroa