SUINDARA OU CORUJA-DE-IGREJA
Nome Popular: Suindara ou Coruja-de-igreja
Espécie: Tyto alba
Família: Tytonidae
Caracterização: Tem 37 centímetros de comprimento, 90 de envergadura e pesa aproximadamente 500 gramas. Sua estatura é delgada e tem colorido bem clarocom longas penas brancas manchadas de cinza. É esbelta, comprida e disco facial em forma de coração, ao contrário de outras corujas que possuem redondo. Seus olhos desaparecem numa fenda longitudinal de penas. Dedos são cobertos por cerdas. Visão adaptada à pouca luz.
Distribuição: Pode ser encontrada da América do Sul até a Terra do Fogo e em todo Brasil.
Habitat: Prefere nidificar em sótãos de casas velhas, forros e torres de igreja, pombais e grutas; de dia dorme, às vezes em palmeiras. Atrai a atenção em paisagens cultificadas.
Hábitos: Seus hábitos geralmente são noturnos, prefere presas vivas. Quando perturbada, balança o corpo lateralmente. Quando amendrontada e sem poder fugir, joga-se de barriga para cima, enfrentando o perigo com as poderosas garras que lança para frente.
Alimentação: Costuma comer pequenos vertebrados: roedores, marsupiais, morcegos, anfíbios, répteis e pequenas aves.
Reprodução: Para se reproduzir quase todo ano, necessita de uma farta alimentação. Por ano faz 2 posturas (de 2 a 10 ovos), são ovos compridos, ovais, brancos. O período de incubação é de 30 a 40 dias, realizada predominantemente pela fêmea que é alimentada pelo macho. Consta que os pais cevam os filhotes em duas fases, como fazem vários mamíferos noturnos: (1) do crepúsculo até à meia-noite e (2) à madrugada. Os filhotes são criados no chão, em um ninho de restos vegetais e bolinhas secas regurgitadas. Os filhotes abandonam o ninho com aproximadamente 2 meses.
Manifestações Sonoras: Grito fortíssimo, "chraich" ("rasga-mortalha"), que emite freqüentemente durante o vôo. Quando se assusta durante o dia ou quando quer amedrontrar , bufa fortemente podendo estalar com o bico. Um roncar, igualzinho ao roncar do homem, emitido no período de acasalamento, entoado em dueto pelo casal, a fêmea responde nos intervalos que o macho intercala; semelhante roncar é proferido amiúde pelos filhotes que se traem assim no ninho. Um sibilar rítmico, emitido no lugar de dormida diária. Desafia uma seqüência de "tic-tic-tic...", durante o vôo à noite.
Preservação: Está entre as aves mais "úteis" do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consome muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas.
Em lugares abrigados, como cavernas, os restos ósseos das pelotas de suindaras conservam-se por longo tempo; ocorre fossilização dessas pelotas em cavernas, o que nos proporciona o meio de saber que, há milhões de anos, as corujas comeram animais hoje extintos.
Na área da UFRA: Esta espécie é considerada rara dentro dessas áreas, pois foi encontrada apenas uma vez. Sua ocorrência ficou restrita às valetas de drenagem.
Referências Bibliográficas:
Embrapa Monitoramento por Satélite. Campinas, Suindara.
Disponível em: www.cnpm.embrapa.br/projetos/fauna/ave/suindara.html
Acesso em 01 de julho de 2003
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
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