TESOURÃO OU BEIJA-FLOR-TESOURA
Nome Popular: Tesourão ou Beija-flor-tesoura
Espécie: Eupetomena macroura
Família: Trochilidae
Caracterização: Tem 18 centímetros de altura e 9 gramas de peso. Este beija-flor é um dos maiores e pode ser reconhecido pela cauda bifurcada, que toma quase 2/3 se seu tamanho total. Possui a cabeça e o pescoço azuis, sendo a coloração do resto da plumagem verde-escura brilhante.
Distribuição: Ocorre em todo Brasil, exceto em certas regiões da Amazônia.
Habitat: É observado em capoeiras, jardins, quintais, pomares, cidades e em outras áreas abertas.
Hábitos: Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Tem necessidade de tanta limpeza devido, ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca freqüentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir. Costuma apanhar insetos quando está quase escuro.
Alimentação: Alimenta-se quase que exclusivamente em vôo e são adaptados para sugar o néctar das flores. Também come insetos e aranhas.
Reprodução: O ninho tem forma de tigelinha, é colocado num galho horizontal, tecido com raízes e teias de aranha e é ornado por fora com liquens. Põe dois ovos brancos nos meses de janeiro e fevereiro. Somente a fêmea incuba os ovos; os filhotes nascem após 15 dias.
Manifestações Sonoras: Tem voz aguda, às vezes, a vocalização eacute; quase inaudível para nós. Possui vozes diferentes para expressar ataque, arma, etc., freqüentemente entonadas em vôo.
Curiosidades: Os beija-flores estão entre as pouquíssimas aves que possuem a capacidade de hibernar.
Na área da UFRA: Esta espécie de beija-flor apresentou nos estudos realizados na Usina São Francisco, uma ampla distribuição espacial, podendo ser encontrada nos canaviais orgânicos, nas várzeas com herbáceas, nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas, nas matas mistas em regeneração, nas matas nativas, nas matas em regeneração espontânea e no campo em regeneração espontânea. Uma espécie médiamente freqüente, pois foi encontrada 22 vezes.
Referências Bibliográficas:
ANDRADE, M. A. Aves Silvestres: Minas Gerais. Belo Horizonte: Conselho Internacional para Preservação das Aves, p. 89, 1997.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SICK, H. Ornitologia Brasileira, uma Introdução. 2ed, Brasília: Universidade de Brasília, p. 375, 1986.
Andorinha-azul-e-branca ou Andorinha-pequena-de-casa
Bem-te-vi-de-bico-chato ou Nei-nei
Reloginho, Relógio ou Ferreirinho
Maria-branca ou Primavera