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Entre mai 2006 et avril 2007, Native a effectue un bilan des émissions de gaz a effet de serre (GES) de la filière biologique de l'Usine de Sao Francisco (UFRA). Cette évaluation a été réalisée selon le protocole GHG - modèle international pour mesurer les émissions - en considérant les effets de la culture de la canne et la production de sucre et d'alcool a l'usine. Compte-tenu qu'une partie de cette production est destinée a l'exportation, l'énergie nécessaire pour le transport de ces marchandises vers leur destination finale (USA, Europe, Japon) a également été prise en compte.

Les quantités d'émissions trouvées pour UFRA sont plus basses que les niveaux moyens d'émissions de l'industrie de la canne a sucre, du fait de ses méthodes de production biologiques. Comparée a la production de sucre a partir de la betterave en Europe ou au Japon, ou encore a la production de sucre a partir de la betterave ou du mais aux Etats-Unis, les écarts sont encore plus nets, car ces méthodes de production fonctionnent a partir d'énergies fossiles alors que UFRA utilise de l'énergie a base de bagasse de canne a sucre.
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Mamíferos

BUGIO, GUARIBA OU BARBADO

Nome Popular: Bugio, Guariba ou Barbado
Espécie: Alouatta caraya
Família: Atelidae



Caracterização: Está entre os maiores primatas neotropicais, podendo atingir até 9 quilos. A altura do macho é de 61 centímetros, e sua cauda mede 65 centímetros, já a fêmea é um pouco menor. O macho é negro (retinto) e a fêmea tem cor alourada, pardacenta. A pelagem é longa e sedosa. A fêmea jovem é mais escura que a adulta, sobretudo na região lombar, o mesmo acontece com os filhotes. Sempre chefiados por um macho adulto, os bugios vivem em bando de oito a doze indivíduos, de ambos os sexos e várias idades. A presença de pêlos mais compridos nos lados da cara e do cavanhaque, é bem notável na espécie. Quanto ao tempo de vida, pouco se sabe, pois não adaptam-se bem ao cativeiro.
A presença de pêlos mais compridos nos lados da cara e do cavanhaque é bem notável na espécie. Quanto ao tempo de vida, pouco se sabe, pois não adaptam-se bem ao cativeiro.

Distribuição: Distribui-se pelos estados costeiros, da Bahia ao Rio Grande do Sul. Também em Minas Gerais, na Estação Ecológica de Caratinga. Ocorre no Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Bolívia, Paraguai, Argentina, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Habitat: Vive em florestas de galeria, na mata atlântica, no pantanal, no cerrado e nos "chacos" argentinos.

Hábito: É um animal pouco ativo com hábitos arborícolas. Para locomover-se conta com o auxílio de sua cauda flexível. Consome mais de 50% de seu período diurno em repouso.

Alimentação: Sua dieta é predominantemente folívora (folhas), totalizando 50%. Outros alimentos são: flores, brotos, frutos e caules de trepadeiras. O horário habitual de alimentação é ao amanhecer e ao pôr-do-sol.

Reprodução: A maturidade do bugio é atingida entre um ano e meio e dois anos. E o período de gestação dura em média 100 dias, nascendo um filhote com cerca de ½ quilo.

Manifestações Sonoras: Sua característica mais importante é o rugido que é um ronco forte interrompido e recomeçado várias vezes durante até 30 minutos. Esse rugido costuma ser emitido quando são observados outros grupos se aproximando, invasão de outro indivíduo, sinal de perigo ou até mesmo para marcação de território. A amplificação da potência desses sons é obtida graças ao hióide (pequeno osso situado entre a laringe e a base da língua), funcionando como uma caixa de ressonância.

Caça e Utilização: É lento para escapar de flechas e tiros, fornecendo boa quantidade de carne para mateiros e indígenas.

Na área da UFRA: Nos levantamentos realizados nas áreas das fazendas da Usina São Francisco, esta espécie de primata apresentou ocorrência restrita às matas nativas, e uma baixa freqüência de observação. Foi encontrado apenas uma vez, podendo ser considerado como espécie rara nas fazendas. No estado de São Paulo, esta espécie estritamente herbívora, também é rara na natureza, a erradicação quase que total das matas e cerrados arbóreos contribuíram para um forte declínio das populações. É uma espécie ameaçada de extinção, na categoria Em perigo.

Referências Bibliográficas:
CROCKETT & EISENBERG, 1986.
EMMONS & FEER. "Neotropical Rainforest Mammals", 1990.
MILTON, R. "The Foraging Strategy of Howler Monkey", 1980.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SANTOS, Eurico. "Zoologia Brasílica - Entre o Gambá e o Macaco", 1984.
SILVA, Flávio. "Mamíferos Silvestres - Rio Grande do Sul", 1984.
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