LOBO-GUARÁ
Nome Popular: Lobo-guará
Espécie: Chrysocyon brachyurus
Família: Canidae
Caracterização: Já foi uma das espécies de carnívoros mais típicas do Cerrado brasileiro, hoje corre risco de extinção. Tem em média 75 a 80 centímetros de altura, 125 centímetros de comprimento, e 30 a 45 centímetros de cauda. Tem cabeça mais alongada e orelhas maiores do que seu familiar Lobo Eurásia. Sua pelagem, curta no focinho e nos pés, toma maior desenvolvimento nas pernas e torna-se vasta na nuca e dorso anterior, onde até chega a esboçar uma juba que o animal arrepia quando zangado.
Distribuição: Compreende toda região do Planalto Central, Pantanal mato-grossense, extremo sul da bacia Amazônica até o limite com as áreas de Mata Atlântica.
Habitat: Habita em "campos sujos", de mato ralo, bem como as regiões pantanosas, lagunas e banhados de águas baixas e vegetação aquática.
Hábitos: Não costuma andar em alcatéia, como o lobo. Tem o hábito de visitar quintais para comer galinhas e frangos.
Alimentação: Gosta de aves, inclusive galinhas, perus e marrecos, sabem temperar tal regime cárneo com certos vegetais, normalmente a fruta-de-lobo (Solanum sp.), goiabas, bananas, coco-indaiá, etc.
Reprodução: O período de gestação dura cerca de 65 dias. Em geral apenas um adulto é responsável pelo cuidado da prole (principalmente as fêmeas).
Na área da UFRA: Esta espécie de mamífero foi identificada em 8 dos 10 habitats estudados. Estes habitats foram os canaviais orgânicos, as várzeas com herbáceas, as várzeas com matas ciliares, as matas nativas restauradas, as matas mistas em regeneração, as matas nativas, as valetas de drenagem e as matas em regeneração espontânea. É uma espécie amplamente distribuída. Foi encontrada 33 vezes, sendo considerada médiamente freqüente. É uma espécie com grande valor ecológico, que encontra-se ameaçada de extinção, na categoria Vulnerável, pela comunidade científica. Esta espécie foi detectada freqüentemente nos carreadores da cana-de-açúcar ou abrigando-se nos talhões da cultura.
Referências Bibliográficas:
DALPONTE, J.; Marinho-Filho; LANGGUTH, 1975.
FONSECA, A. B. et al. Livros Vermelho dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção. Belo Horizonte, 1994.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
Tatu-galinha ou Tatu-de-nove-faixas