MACACO-PREGO
Nome Popular: Macaco-prego
Espécie: Cebus apella
Família: Cebidae
Caracterização: Possui uma grande inteligência e uma curiosidade incrível. São mansos, podendo viver facilmente em cativeiros, só não podem ser mantidos soltos devido a sua inquietação constante.
O guia do clã é o macho mais velho, e todos o seguem. Na vida livre da mata, aparecem em grandes bandos, até de uma centena de exemplares. O guia do clã é o macho mais velho, e todos o seguem. Na vida livre da mata, aparecem em grandes bandos, até de uma centena de exemplares.
Distribuição: Ocorre desde a Nicarágua, na América Central, até o norte da Argentina.
Habitat: Pode ser encontrado em vários tipos de florestas: florestas primárias, florestas secas - cerrados, matas de galeria, secundárias e até em florestas alteradas pelo homem.
Alimentação: Alimentam-se de frutos, sementes, castanhas, flores, gomas, néctar, fungos, seiva, ovos, insetos, aracnídeos, pequenos vertebrados e até algumas espécies de ostras e caranguejos encontrados em manguezais.
Reprodução: O ciclo menstrual varia de 15 a 20 dias, que se percebe por pequeno sangramento. A gestação dura em média 180 dias, findo os quais nasce um único filhote de 260 gramas, que é carregado pelos pais e por outros do grupo até o desmame, que ocorre aos 8 meses aproximadamente.
Predadores naturais: São muito perseguidos pelos carnívoros e aves de rapina, mas defendem-se, passivamente, pela cor escura, e, ativamente, pela agilidade com que fogem do inimigo ou dele se desvencilham.
Manifestações Sonoras: Assobia, chia, grita e guincha.
Na área da UFRA: A ocorrência deste primata ficou restrita às matas nativas. Foi registrado no conjunto dos levantamentos realizados apenas 7 vezes, sendo assim, considerado um animal de baixa abundância, mas nitidamente menos raro que o bugio. Várias vezes foram avistados grupos de indivíduos adultos adentrando ou saindo dos talhões carregando canas para se alimentarem e não é raro encontrar colmos e bagaço no interior das matas, isto indica um papel complementar desempenhado pela cultura na dieta desta espécie, sobretudo durante o período de inverno.
Referências Bibliográficas:
AURICCHIO, Paulo. "Primatas do Brasil", 1995.
CROCKETT & EISENBERG, 1986.
EMMONS & FEER. "Neotropical Rainforest Mammals", 1990.
MILTON, R. "The Foraging Strategy of Howler Monkey", 1980.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004. SANTOS, Eurico. "Zoologia Brasílica - Entre o Gambá e o Macaco", 1984.
SILVA, Flávio. "Mamíferos Silvestres - Rio Grande do Sul", 1984.
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