MÃO-PELADA OU GUAXINIM
Nome Popular: Mão-pelada ou Guaxinim
Espécie: Procyon cancrivorus
Família: Procyonidae
Caracterização: Seu corpo é provido de denso pêlo amarelado com ponta preta, dando à pelagem uma tonalidade cinzento-amarelada. A cauda mede 34 a 40 centímetros, orna-se com anéis pretos, entre zonas amareladas. O focinho é pontudo, no entanto bem menos do que o do quati. As orelhas são curtas, ovaladas, revestidas internamente de pelagem branca e os olhos tem pupila redonda. A cara do Guaxinin é inconfundível, pois a pelagem do focinho em derredor das narinas e da boca é branca, em cima de cada olho também há uma faixa dessa cor. Ao redor dos olhos a pelagem é preta formando nasóculos escuros. Suas pernas são finas, mostrando a metade inferior pelada e escura.
Distribuição: Existem na América do Sul - Andes, Chile, Bolívia, Peru, Equador e em todo Brasil - embora já em via de desaparecer.
Habitat: Habita nas matas, nas vizinhanças da água: as embocaduras do rio e mangues. Sabe andar em cima do lodo, onde o homem nem os cães podem caminhar. Quando preciso, trepa nas árvores, sendo, entretanto, entre os da sua família o menos arborícola.
Hábitos: Nada com desembaraço, mas só o faz forçado. Vive nos seus esconderijos, e até em árvores, onde dorme, despertando ao cair da noite para buscar alimentos.
Alimentação: Comem caranguejos, aves, insetos e outros pequenos animais, bem como frutas, cana, milho, etc.
Reprodução: As fêmeas têm três pares de tetas, mas em geral só se têm observado três a quatro crias.
Curiosidade: Recebe o nome de Mão-pelada, porque suas pegadas lembram a mão aberta de um homem.
Na área da UFRA: Esta espécie de mamífero apresentou nos levantamentos realizados na área da Usina São Francisco a ocorrência em 5 habitats diferentes, que são, os canaviais orgânicos, as várzeas com herbáceas, as matas nativas restauradas, as matas nativas e as valetas de drenagem. Apresentou 10 registros de encontro, considerada pouco freqüente. É uma espécie provavelmente ameaçada de extinção. Esta espécie foi detectada freqüentemente nos carreadores da cana-de-açúcar ou abrigando-se nos talhões da cultura.
Referências Bibliográficas:
"Guia Ilustrado - O Mundo dos Animais - Mamíferos II", 1990. MIRANDA, J. R.;
MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004. SANTOS, Eurico. "Zoologia Brasílica - Entre o Gambá e o Macaco", 1984.
Tatu-galinha ou Tatu-de-nove-faixas
Bugio, Guariba ou Barbado
Gato-mourisco ou Jaguarundi