TATU-GALINHA OU TATU-DE-NOVE-FAIXAS
Nome Popular: Tatu-galinha ou Tatu-de-nove-faixas
Espécie: Dasypus novemcinctus
Família: Dasypodidae
Caracterização: O tatu-galinha é o "guerreiro medieval" da natureza. Seu corpo é recoberto por uma "armadura" composta de placas ósseas, a cabeça e a cauda são também protegidas por escamas superpostas. A cor dessa armadura é marrom. Possui dentes pequenos, sem esmalte e de crescimento contínuo, sua cauda é mais longa que a dos outros tatus e tem quatro dedos na mão ao invés de cinco.
É chamado de tatu-de-nove-faixas, devido ao número de faixas articulares que tem no meio do corpo.
Distribuição: Distribui-se dos EUA até o norte da Argentina e Uruguai.
Habitat: Tem larga distribuição em florestas primárias e secundárias, de florestas tropicais densas à caatinga e cerrados.
Hábitos: Ótimo escavador, o tatu-galinha faz várias tocas, mas em geral usa apenas uma. Esses abrigos, que chegam a ter 7 metros de comprimento, são construídos quase sempre às margens de rios. No interior, há sempre um ninho, atapetado com folhas e ramos macios, que são periodicamente trocados.
Alimentação: Alimenta-se de insetos, pequenos vertebrados, raízes, minhocas, lesmas, e até de carniça. Com seu faro excelente, pode identificar um inseto a 20 centímetros de profundidade. Localizado o inseto, ele cava até alcançá-lo.
Reprodução: Geralmente nascem dois filhotes, sempre do mesmo sexo.
Curiosidades: Atravessa pequenos rios debaixo da água. Como tem os brônquios e a traquéia muito amplos, pode armazenar ar e ficar sem respirar por cerca de 6 minutos.
A couraça, formada por placas ósseas, é uma boa proteção, mas não total. Por isso, quando ameaçado, o tatu-galinha prefere fugir, escavando um buraco no solo com incrível rapidez.
Predadores naturais: São a onça, o puma, o coiote e o cachorro.
Outro inimigo: São os automóveis, que constantemente os atropelam.
Na área da UFRA: Esta espécie de tatu apresenta uma ampla distribuição espacial nas fazendas da Usina São Francisco. Foi encontrada em 6 habitats diferentes, os canaviais orgânicos, as matas exóticas, as várzeas com matas ciliares, as matas nativas, as valetas de drenagem e o campo em regeneração espontânea. É uma espécie pouco freqüente, pois foi encontrada apenas 10 vezes.
Referências Bibliográficas:
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SANTOS, Eurico. "Zoologia Brasílica - Entre o Gambá e o Macaco", 1984.
"Guia Ilustrado - O Mundo dos Animais - Mamíferos III", 1990.
Bugio, Guariba ou Barbado
Tatu-galinha ou Tatu-de-nove-faixas
Tamanduá-colete ou Tamanduá-mirim