CASCAVEL
Nome Popular: Cascavel
Espécie: Crotalus durissus
Família: Viperidae
Caracterização: Surda e mal dotada de visão, a cascavel tem como sentidos principais o olfato (sente cheiros com a língua) e o mesmo sentido térmico de tantas outras serpentes. É parda escura, ostenta no dorso uma série de losângulos que se alternam com outros laterais. A pele é revestida por uma camada chamada de extrato córneo (formada por queratina). Em cada troca de pele esta camada é substituída totalmente por uma mais nova. A cabeça triangular é coberta por escamas imbricadas, exceto na região do focinho onde se formam placas. Pode medir no máximo 1,80 metro. Apresenta um "engavetamento" nas últimas vértebras caudais. Isto propiciou a origem de um "calo ósseo", que é revestido por tecido muscular e pele. Dessa forma, a extremidade da cauda apresenta uma estrutura conhecida como "botão", formada basicamente por queratina, que corresponde à base do chocalho (também chamado de guizo). Esse guizo ou maracá estalejante, formado por anéis córneos enfileirados na parte terminal da cauda e dá à cascavel um aspecto inconfundível.
Distribuição: Espalha-se por todo o Brasil, sendo mais abundante no sul do México à Argentina.
Habitat: Comum em regiões áridas, campos e pastos. Locais pedregosos, com matacões, cupinzeiros e muito pouca vegetação são os locais preferidos por esta espécie.
Hábitos: É fácil ser encontrada adormecida, enrodilhada nos campos. Tem hábitos noturnos, sendo assim, durante o dia oculta-se em recantos, depressões, casas de cupim meio arruinadas.
Alimentação: A alimentação básica consiste de pequenos e médios mamíferos, basicamente roedores, que são mortos por envenenamento.
Reprodução: É ovivípara. O período preferencial de nascimento é em torno de Dezembro. Os filhotes (6 a 60 em cada ninhada) já nascem venenosos, aptos para caçar. Na cauda tem apenas um anel, sobre o qual irão formar os anéis das futuras mudas.
Curiosidades: A cascavel troca de pele três a quatro vezes por ano e em cada muda mais um anel é acrescido ao guizo. Seu veneno é o mais ativo de todos e, singularmente, se caracteriza pela dor local pronunciada, a ação do veneno é violenta sobre o organismo, em especial sobre o sistema nervoso, determinando paralisias, perturbações visuais que vão até perda completa da visão. A presença do chocalho é um dos fatores mais importantes na redução de acidentes por esta espécie. O som pode ser ouvido a vários metros de distância e começam a agitar a cauda assim que percebem uma movimentação incomum.
Na área da UFRA: A cascavel, um réptil muito conhecido, apresentou uma distribuição espacial restrita. Foi encontrada apenas no campo em regeneração espontânea. Identificada uma vez, sendo assim considerada rara dentro das fazendas estudadas.
Referências Bibliográficas:
SANTOS, E. Zoologia Brasílica - Répteis e Anfíbios. v.3. Belo Horizonte, Itatiaia Limitada, p. 190, 1981.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
MORELLATO, P. C. História natural da Serra do Japi. Ecologia e preservação de uma área florestal no Sudeste do Brasil. Campinas, Unicamp/ Fapesp, p. 224, 1992.
VANZOLINIL, P. E.; RAMOS COSTA, A. M. M.; VITT, L. J. Répteis das Caatingas. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Ciências, p. 67, 1980.
http://www.bioterium.com.br