JIBÓIA
Nome Popular: Jibóia
Espécie: Boa constrictor
Família: Boidae
Caracterização: Serpente de médio a grande porte, pode chegar a 4 metros de comprimento. Seu corpo é cilíndrico, ligeiramente comprimido nas laterais, evidenciando sua forte musculatura constritora. Como toda serpente constritora possuem um corpo volumoso e pesado. Essa espécie tem cor cinza-avermelhada, com um desenho em forma de escada em linhas grossas e escuras. Vive em média 20 anos.
Distribuição: É encontrada na região amazônica do Brasil, Bahia, Norte de Minas Gerais, algumas regiões no norte do Rio de Janeiro, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Bolívia e Colômbia.
Habitat: Habita os campos e florestas, chegando a ter aversão à água. Costuma ser encontrada entre o folhedo da floresta onde facilmente se disfarça, no meio das nuances claras, pardas, escuras, das folhas secas, formando um conjunto de manchas um todo no qual é difícil distinguí-la.
Hábitos: É semi-arborícola, de hábitos noturnos e crepusculares, pode também apresentar atividade durante o dia. No decorrer do dia é encontrada ora dormindo, ora digerindo, a presa que logra em seus trabalhos noturnos.
Alimentação: Alimenta-se basicamente de lagartos, aves e pequenos mamíferos, que matam por constrição. Para capturar a presa, principia, dando-lhe uma rápida mordida, geralmente na região anterior do corpo. Enquanto permanece com a boca cerrada na vítima seu corpo enrola-se em volta dela, abraçando-a até a morte. A digestão é longa, durando em média 15 dias.
Reprodução: As jibóias são ovovivíparas, ou seja, os ovos são retidos no organismo até o momento de nascerem as cobras. Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação de 127 a 249 dias, que nascem entre novembro e fevereiro. Tais recém-nascidos, ao virem ao mundo, variam de tamanho conforme o desenvolvimento do indivíduo que gerou. A fêmea pode armazenar o esperma do macho para se fecundar depois.
Manifestações Sonoras e Curiosidades: Quando irritada, abre a boca e solta fortemente o ar contido nos pulmões. Ao fazer isso fecha a glote (abertura de entrada e saída de ar que fica localizada bem na frente da boca) o que gera um ruído realmente assustador. Normalmente esta atitude é seguida de botes e de mais chiados.
Na área da UFRA: Esta espécie de réptil é considerada rara dentro das fazendas estudadas, pois foi registrada apenas 3 vezes. Seus encontros foram nas várzeas com matas ciliares, nas matas nativas restauradas e nas matas nativas.
Referências Bibliográficas:
BIOTERIUM. Jibóia in Bicho do Mês. Julho de 2000. Disponível em: www.bioterium.com.br
Acesso em 10 de fevereiro de 2003.
NARCO. E. Jibóia. Disponível em: www.geocities.com/SoHo/Veranda/7314/cobras/jiboia.htm Acesso em 10 de fevereiro de 2003.
MIRANDA, J. R.; MIRANDA E. E. Biodiversidade e Sistemas de Produção Orgânica: Recomendações no Caso da Cana-de-Açúcar, Embrapa Monitoramento por Satélite, 94 p., 2004.
SANTOS, E. Zoologia Brasílica. Répteis e Anfíbios. v.3. Belo Horizonte: Itatiaia Limitada, p. 151, 1981.
VANZOLINI, P. E.; RAMOS-COSTA, A. M. M.; VITT, L. J. Répteis das Caatingas. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Ciências, p. 17, 1980.